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É bacharel em Psicologia pela Escola de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade do Distrito Federal (2017) com ênfase em núcleo de processos de prevenção e promoção da saúde na clínica ampliada, com especialização lato sensu em Avaliação Psicológica no contexto Forense; e Neurociência, Comportamento e Psicopatologia pela Escola de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2023). É mestre em Políticas Públicas em Saúde no programa de pós-graduação stricto sensu da Escola Fiocruz de Governo da Fundação Oswaldo Cruz (2020) com ênfase profissional em Saúde e Justiça Social.

 

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MEMBRO

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Não há nada mais familiar do que o comportamento humano. A todo instante estamos diante dele — seja em nós mesmos, seja nos outros, seja nos movimentos que dão forma ao mundo ao nosso redor. Nada é mais determinante para a vida em sociedade do que aquilo que fazemos, sentimos e escolhemos.

A Análise do Comportamento é a ciência natural que se dedica a estudar essas expressões vivas do humano. Examina o comportamento de organismos inteiros, em sua relação com o ambiente, buscando compreender não fragmentos isolados, mas a inteireza do viver.

Nesse olhar, cada gesto, cada palavra e cada silêncio deixam de ser aleatórios: tornam-se janelas para entender o sujeito em sua profundidade e abrir caminhos para transformação e cuidado.

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MINHA FORMA DE VER O MUNDO E DE FAZER CLÍNICA

Eu não vejo o ser humano como um conjunto de sintomas isolados, nem como alguém que precisa ser “consertado” para se adequar a expectativas externas. Vejo pessoas em processos: processos atravessados por histórias, vínculos, falhas ambientais, escolhas, defesas e, sobretudo, pela forma como aprenderam a sobreviver emocionalmente. A minha visão de mundo parte do princípio de que quase todo sofrimento emocional é, antes de tudo, uma tentativa mal sucedida de adaptação a contextos que exigiram demais ou ofereceram de menos.

 

Cuidar psicologicamente, para mim, não é aliviar a dor a qualquer custo, mas ajudar o sujeito a compreender a origem da própria dor, reconhecer o papel que ela cumpre em sua história e, a partir daí, construir formas mais maduras, responsáveis e integradas de existir. Eu não trabalho com promessas de conforto rápido, nem com discursos que reforçam a posição de vítima eterna. Trabalho com realidade psíquica, com limites, com escolhas e com as consequências que delas decorrem.

Minha clínica parte de um olhar profundamente humanizado, mas não conivente. Acolho o sofrimento sem romantizá-lo. Valido a dor sem validar comportamentos autodestrutivos, manipulativos ou alienados da realidade. Acredito que crescer emocionalmente exige atravessar desconfortos, encarar contradições internas e sustentar frustrações — e o espaço terapêutico, quando bem conduzido, é justamente o lugar onde isso pode acontecer com segurança, ética e sustentação.

Conduzo meu trabalho a partir de uma escuta ativa, profunda e muitas vezes confrontativa, quando necessário. Não confronto para ferir, mas para romper defesas que mantêm o paciente aprisionado em padrões repetitivos de sofrimento. Acredito que o cuidado psicológico verdadeiro não se limita a “entender” o passado, mas precisa produzir efeitos concretos no presente: mudanças de postura, de responsabilização, de forma de se relacionar consigo e com o outro.

Vejo o paciente como alguém capaz — ainda que momentaneamente desconectado dessa capacidade. Meu papel não é substituir essa potência, mas ajudá-lo a recuperá-la. Por isso, não assumo funções que cabem ao próprio paciente: não salvo, não resgato, não carrego por ele aquilo que é da ordem da sua responsabilidade psíquica e existencial. Sustento o processo, acompanho, interpreto, devolvo, delimito e quando preciso, coloco limites claros.

Minha prática clínica integra compreensão emocional, leitura estrutural da personalidade e análise do comportamento, sempre considerando o contexto relacional em que o paciente está inserido. Entendo que não existe sofrimento “no vácuo”: ele se manifesta nos vínculos, nas escolhas amorosas, familiares, profissionais e sociais. Por isso, o trabalho terapêutico que proponho não é apenas introspectivo, mas relacional e ético.

Acredito que saúde mental não é ausência de dor, mas capacidade de pensar sobre si, tolerar frustrações, sustentar afetos ambivalentes e agir de forma mais consciente e menos reativa. Meu compromisso, enquanto terapeuta, é com a verdade psíquica do paciente — mesmo quando ela é difícil de ser escutada. Porque é somente a partir dessa verdade que mudanças reais se tornam possíveis.

 

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